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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Dicas, sobre pesca de tilápia.
Com a chegada do verão, os pescadores de Tilápias já vão preparando suas tralhas para logo buscar seus exemplares. Seja em rios, represas, açudes ou pesque-pagues, elas são uma das espécies mais procuradas.
Atendendo a inúmeros pedidos daqueles que tem voz ativa no Loucos por Pesca, os nossos leitores, iniciaremos uma série de matérias direcionadas a uma das espécies mais procuradas no país.

Introduzidas no Brasil em 1952 (Tilápia Rendalli) e em 1971 (Tilápia Nilótica e a Tilápia de Zanzibar), depois importamos a Saint Peter de Israel e em 1996 uma das Tilápias mais procuradas no Brasil para o cultivo é a “chitralada”, conhecida principalmente como Tilápia Tailandesa, linhagem desenvolvida no Japão e melhorada no palácio real chitral da Tailândia.
Tilápia Nilótica

Tilápia Rendalli

Tilápia de Zanzibar

Tilápia Saint Peter
Tilápia Tailandesa (chitralada)
Desova de dois em dois meses com aproximadamente 1200 ovos, mas somente cerca de 300 conseguem se desenvolver. Isso devido aos inimigos naturais e ao fato de que o macho que cuida da prole, por um certo período, utiliza sua boca como esconderijo, o que não comporta mais de 300 alevinos.
Nos meses de inverno, principalmente nas regiões sul e sudeste, sua pesca se torna muito difícil. Com temperaturas abaixo dos 18ºC elas permanecem em locais mais profundos, hibernando e sobrevivendo das suas reservas de gorduras. Em regiões acima de 18ºC elas não sofrem este período de hibernação.
Os maiores exemplares de Tilápias podem passar dos 5kg.
Vamos abordar nesta matéria a pesca da Tilápia onde são mais comuns, represas e pesque-pagues.
Represa:

Aqui vai minha pequena homenagem a represa Billings em São Bernardo do Campo-SP. Apesar do descaso das autoridades, ela ainda continua viva e com muitos peixes. Foi nela que muitos pescadores deram seus primeiros passos ou seus primeiros arremessos.
Locais de pesca:

Tente achar um barranco onde da margem para dentro da água varie entre 2 a 4 metros. Procure águas calmas, sem corredeiras e se tiver plantas, aguapés, etc, seria uma boa camuflagem para o pescador.

Local propício para encontrar as Tilápias em represas

Encontrar um lugar assim significa praticamente 90% de chance de capturar um exemplar.
Materiais para pesca na represa:
Varas telescópicas ou mesmo as de bambu, que ainda são muito usadas, de 3,60 a 5 metros de comprimento.
Linhas: 0,20 a 0,35mm
Anzóis: a escolha é um fator muito particular de cada pescador, porém os recomendáveis são os de números de 6 a 8 podendo até usar o 10.
Bóias: as mais usadas são as perinhas ou pião e as palitos.
Chumbos:os mais utilizados são os arrozinhos ou mesmo pode se pescar sem eles.
Cevas: procure cevar alguns dias antes (se for possível) e no dia procure lançar as cevas em direção a ponteira das varas. As mais usadas são: ração de coelho, quirera, milho azedo, entre outras.
Iscas: uma variedade muito grande de iscas faz parte do cardápio das Tilápias: Bichinho de laranja, tenebrio, minhoca, milho verde, tripa de galinha, capim, erva doce, massas, etc.
Vara de bambu, a mais tradicional.

Montagem: com a vara já esticada, amarre a linha na ponta e estique até que ela passe um metro do pé da vara. Depois passe a bóia, o chumbo (se preferir pode amassar) e finalmente amarre o anzol.

Tilápias em Pesque-Pague
Não há muito tempo atrás quando se falava de Tilápias em pesque-pague, diziam que se tornariam uma praga e que procriavam demais, mas com o passar do tempo essa espécie se tornou uma das mais procuradas em pesqueiros.

Elas até ganharam tanques exclusivos.
Minha mãe fisgando uma Tilápia num pesqueiro

Torneios acumulam vários pescadores com suas varas de mão atrás de Tilápias.
A pescaria de Tilápia em pesqueiros não é muito diferente em relação a da represa. O que muda mais são as muitas técnicas variadas usadas.
Mais tradicional são as de varas de fibra telescópicas que variam de 3.60 a 5 metros, Linhas de 0,30 a 0,40mm que passam de 1 a 2 metros maiores que a vara. Um barbante de cor chamativa de 30 a 50cm amarrado ou colado na ponta da vara pode substituir as bóias.
Anzóis de nº 6, 8, 10 ou 12
Os chumbos neste caso são opcionais.
Há também um esquema de pesca denominado por anteninha que é muito mais resistente ao vento e está sendo muito usado hoje em dia, pois as Tilápias em pesqueiros são muito manhosas e as anteninhas facilitam no mais leve toque do peixe na isca. Além de que sem a resistência da bóia fica mais fácil do peixe puxar.
Esquema anteninha nas ponteiras.
Montagem: Com a vara esticada, amarre o barbante ou cole com Super Bonder, encaixando na ponteira. Mesmo esquema no uso da anteninha, depois nele é amarrada a linha e esticada até 1 a 2 metros maior que a vara. Nesta hora pode-se colocar o chumbo de correr (opcional), bem leve. O necessário pra levar sua isca pra água.
São opcionais também a quantidade de anzóis, mais usados são 2 há uma distância de uns 30 centimetros de um para o outro.
Segue agora algumas imagens de outras técnicas usadas recentemente em pesqueiros:
Micro-molinetes

Materiais ultra-leves

Fly

As Tilápias também atacam as iscas artificiais. Aqui vai uma relação das melhores:
Plugs de meia-água
Spinner
Torpedos
Iscas naturais mais usadas:
Minhocas
Bichinho da laranja
Tripa de frango
Capim
Milho verde
Massas
Realmente as Tilápias são peixes fascinantes, e estão em muitos pesqueiros. Nos meses de dezembro à março elas estão mais ativas do que nunca, então o que está esperando? Arrume sua tralha e sinta a briga na ponta da linha.
Dicas, tudo sobre Tucunaré
O tucunaré procura sempre um lugar para se ocultar e ficar na defesa de sua prole ou à espera de um peixe menor que serva como sua presa. Sendo assim, troncos caídos, copa de árvores submersas, pedras e vegetação que conhecemos como "tranqueiras" são pontos de início para a procura destes peixes. Mas sempre é importante ressaltar que na natureza nada á previsível, portanto se você estiver embarcado, trabalhando sua isca artificial em direção às "tranqueiras" das margens, arrisque de vez em quando virar sua mira e pinchar na represa limpa. Há grandes chances de travar um grande tucunaré azul que esteja em águas mais profundas. As estruturas citadas acima são encontradas em braços de represa, grotas, canais, áreas próximo à ilhas, barrancos, ou seja, lugares abrigados de vento e que não deixam a água mexida, facilitando o andar do barco e o trabalho das iscas artificiais.
TÉCNICA DO 8 (OITO) - quando o tucunaré persegue a isca até a borda do barco, recomenda-se que o pescador solte a fricção da linha e execute o movimento de um oito com a isca dentro da água - se o bicho ferrar, prepare-se para a correria!!!
Existe uma preferência de se segurar o tucunaré pela boca. Em Goiás, a raladinha no dedão é a marca registrada do pescador de tucuna. Recomenda-se fazer isso quando estiver usando moscas; com plugs, nem pensar.
Não sou favoravel a se utilizar isca natural para pescar os tucunarés. Nas regiões em que estive onde se pesca dessa forma, fica bastante difícil pescá-lo com as artificiais, que é muito mais esportivo. Há também o risco do tucunaré embuchar o anzol, o que torna sua soltura bem mais arriscada. Nos lugares em que vi este estilo, deu para perceber que ele é utilizado para compensar a falta de habilidade dos pescadores com o trabalho das artificiais. Acho mais interessante e saudável se ensinar o pescador a pescar do que arrumar uma maneira menos esportiva de pesca. É só parar de se pescar desta forma que os tucunarés voltam a atacar normalmente as artificiais.
RECOMENDAÇÃO DE LEITURA. Um dos melhores livros brasileiros sobre o tucunaré(pesca, peixe, iscas, pontos, etc) é TUCUNARÉ: UMA PAIXÃO (INTER)NACIONAL
Olho de boi como pescar e onde.
Peixe de escamas com corpo alongado, robusto e um pouco comprimido. Pedúnculo caudal com quilha dérmica. Coloração prateada, azul esverdeado escuro, clareando nos flancos e no ventre. A principal característica é uma faixa escura que se estende da maxila superior, passando pelo olho e alcançando a base da nadadeira dorsal. Atinge tamanhos superiores a 1,5 m e mais de 80 kg. Tem grande valor comercial.
Iscas:
As melhores iscas são as naturais, principalmente sardinha. Outros peixes inteiros ou em filés também dão bons resultados. Entre as iscas artificiais, as melhores são os jigs, os plugs de meia água e, as vezes, os de superffcie. Colheres e ziguezagues também são usados com sucesso.
Jumping Jig , Lula , OUTRAS ISCAS VIVAS , Camarão Morto , OUTRAS ISCAS NATURAIS ,Camarão Artificial
Alto Mar , Ilha da Queimada Grande , Bahia , Parcel da Teta , Santa Catarina , Mar Azul
Iscas:
As melhores iscas são as naturais, principalmente sardinha. Outros peixes inteiros ou em filés também dão bons resultados. Entre as iscas artificiais, as melhores são os jigs, os plugs de meia água e, as vezes, os de superffcie. Colheres e ziguezagues também são usados com sucesso.
Iscas para Olho-de-Boi
Onde pescar Olho-de-Boi
Qual maior Olho-de-Boi já pescado?
RECORDE DO SITE: Olho-de-Boi de 48 kg
www.amberjack.com.br
Qual linha de pesca escolher?
Como escolher a linha para pescar.
Depois que as linhas multifilamento entraram no mercado, ficou mais complicado escolher a melhor linha de pescar para compor o conjunto com a vara de pesca.
As especificações que estão nas varas não são de potência da vara,mas sim do diâmetro da linha e ainda monofilamento.
Então, uma vara por exemplo de 6 a 14 lbs qual a melhor linha multifilamento escolher?
Se trabalharmos bem no meio destes valores a linha ideal é de 10lbs,ou seja é a média aritmética entre 6 e 14 lbs.
Com base no link Capacidade do carretel, escolhendo a opção 4 teremos para linha americana :
6lbs - para uma linha mono americana o diâmetro é 0,254 mm
14 lbs - para uma linha mono americana o diâmetro é 0,356 mm
Fazendo a média entre 6 e 14 lbs fica igual a 10 lbs e 0,305 mm,ou seja a espessura da linha mono deveria ser 0,305 mm que é 10 lbs no padrão americano.
Passando isto para a visão multifilamento da marca Power Pro.
5 0,005 0,127
8 0,005 0,127
10 0,006 0,152
15 0,008 0,203
20 0,009 0,229
30 0,011 0,279
40 0,012 0,305
50 0,014 0,356
65 0,016 0,406
80 0,017 0,432
100 0,018 0,457
150 0,022 0,559
200 0,03 0,762
250 0,035 0,889
Diâmetro 0,305 mm é uma linha de 40lbs de teste.Para a vara citada acima o conjunto ficará desequilibrado,ou seja é muita linha para o conjunto,mas em termos de diâmetro de linha ficaria dentro do ideal.
O diâmetro de uma linha powerpro de 30 lbs é igual a 0,279 mm,é uma linha mais fina e está dentro dos limites 0,254 e 0,356 mm.
O diâmetro de uma linha powerpro de 20 lbs é igual a 0,229 mm,está fora dos limites 0,254 e 0,356 mm,mas muito próximo do limite inferior.
O diâmetro de uma linha powerpro de 15 lbs é igual a 0,203 mm,está fora dos limites 0,254 e 0,356 mm,a linha está ficando muito fina.
Então o melhor é utilizar a linha de 20lbs ou 30 lbs.
Para saber quanto de linha cabe no carretel utilize o link Capacidade do carretel e selecione a opção 1.
Por exemplo, para a carretilha Marine Sports Lubina GTO Tournament by Johnny Hoffmann ,a capacidade do carretel é 100 metros da linha 0,30 mm,então fica :
Para linha power pro de 20 lbs caberá no carretel aproximadamente 260 metros.
Para linha power pro de 30 lbs caberá no carretel aproximadamente 176 metros.
Estas linhas tem capacidade de aguentar os robalos do mangue,ou seja 20 lbs (9,07Kg) e 30lbs (13,60Kg).
Se for pescar em lugares de robalões utilize a linha de 30lbs,se não a de 20lbs será o ideal.
Sobre o lider de fluocarbono,com estas linhas multi acima a função do lider não é mais rebocar o peixe.
É deixar transparente a linha na água e evitar que a multi se rompa ao passar por uma pedra ou craca no mague.
Utilizaria uma linha com uma potência pelo menos igual a linha mestra,ou seja 20 ou 30 lbs,utilizaria diâmetro entre 0,40 e 0,50 mm.
É isto, espero ter ajudado.
Diferenças entre Spincast, Molinete e carretilha
Diferenças entre Carretilhas, Molinetes e Spincast
Existe uma certa
confusão entre carretilha, molinete e spincast, esta matéria mostra as
diferenças básicas entre estes equipamentos.
Spincast.
É um equipamento não
muito difundido devido as suas muitas limitações na maioria das
necessidades de pesca.
Para uma pesca bem leve pode valer o investimento, porem não da para comparar com as carretilhas
e molinetes em outras situações infelizmente.
Detalhes:
-> Indicado para principiantes, com categorias de
equipamento leve.
-> Arremessos curtos de baixa precisão, utilizando iscas
leves.
-> Vida útil reduzida da linha, pela torção e atrito que
sofre com o equipamento.
-> Não ocorre o "backlash" (cabeleira), que é o
embaralhamento da linha no carretel.
Molinete, também conhecido como Spinning reel.
É um equipamento que pode ser usado para qualquer tipo de
pesca, claro que respeitando seus limites, e cada um para cada tipo de pesca,
ultra-leve, leve, .... etc.
Ele possuí vantagens e desvantagens em relação a carretilha,
porem vale a seguinte ressalva, que ele não é inferior a carretilha e nem a
carretilha ao molinete, eles são excelentes equipamentos. Cada um apresenta
vantagens e desvantagens em relação ao outro dependendo da modalidade e técnica
de pesca a ser praticada e também da preferência pessoal.
Detalhes:
->Indicado para pescadores principiantes e experientes,
em qualquer categoria de equipamento.
->Arremessos de iscas de qualquer peso, curtos ou longos
e de boa precisão.
->A linha torce durante o arremesso, produzindo maior
atrito nos passadores, fazendo necessário sua troca mais constante.
->Não ocorre o "backlash" (cabeleira), que é o
embaralhamento da linha no carretel
Carretilhas, também conhecidas como Baitcasting Reel
São divididas em duas categorias, perfil alto e perfil baixo
Carretilha de perfil baixo
Carretilha de perfil alto
Sem dúvida a carretilha é um equipamento excelente na pesca,
em suas varias categorias
A Carretilha é a preferida para aqueles que praticam a pesca
com isca artificiais, pois este equipamento é dotado de um grande poder de
arremesso( detalhe - quanto maior a vara maior o arremesso), e também de
precisão incrível.
Um único problema dela é que, podem causar as famosas
cabeleiras, se não for usado de forma correta.
Detalhes:
-> Indicado para pescadores com um pouco mais de
experiência e/ou mesmo iniciante que esteja disposto a investir um tempo a mais
treinando técnicas de arremesso.
-> Arremessos mais longos e de grande precisão.
Dificuldades com uso de iscas leves.
-> A linha não torce com facilidade com o uso e sofre
menor atrito nos passadores, possuindo vida mais longa.
-> Pode produzir cabeleira no arremesso. É necessário
conhecimento e técnica para evitar este problema.
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